sábado, 1 de janeiro de 2011

Melancolia









Acho que consegui entender
O que você quis dizer quando falamos em melancolia.
Agora tenho as luzes da cidade,
E essa eletrecidade, do teu corpo , que arrepia.


Por que tão diferente, meu completo oposto
Por cisma minha, cai no meu gosto,
E eu caio em queda livre
Atravesso fronteiras
Tento não pensar na tua geografia
Talvez assim eu encontre o norte
Depois de andar em círculos por todo o dia.

Porque é assim que as coisas são
Existe vida, morte, beijo e tensão
Vestimos as camisas que anunciam o nosso “Não!”

Ora, que sujeito primitivo
Filósofo desmedido, demasiado humano
Quase todo dia vive por engano...

Então volto p´ra casa .
Contemplo a existência com uma música de fundo
E nas frestas que se abrem em todos os lugares
Invade-me o mundo.

E mundano vou errando
E mudado já estou, mesmo tendo trancado as portas
E já sei que o que passou não vai mais me deixar agora
Aqui dentro ainda vigora o mundo que deixei lá fora...
O mundo que deixei lá fora...
O mundo que deixei lá fora...
O mundo que deixei lá fora...

Não, não, não...




João.

3 comentários:

Ana Franco e Fraga disse...

Posso suspirar?????????

João disse...

lhe cabe, caber se couber rsrsr!

obrigado Ana!

Jane Santos disse...

Nossa! que poesia linda!! Amei... do estilo que gosto. Dá uma visitada no meu blog. gostei do seu.