Mostrando postagens com marcador metafísica das sentimentalidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador metafísica das sentimentalidades. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ela é o fim de toda a tarde.







Ela falou sobre o tempo
Um tempo de entender
E eu sei o que ela quis dizer
Não é um novo começar



Não é tempo de morrer
Não é tempo de viver
Não é tempo de colher nem de plantar

Eu ando sozinho como sempre
Vou seguindo em frente dia após dia
Prefiro nem pensar

O que sobrou ainda foi muito
Depois da tempestade
Desses últimos 20 anos.

Eu sigo, porque se ficar vou me perder
Prefiro ter da vida, vida de cigano.

E a saudade não me cabe.
Mas é muito bom saber
que tudo teve o seu valor
O que é novo agente aprende
Ás vezes com amor se arrepende
Tenta rever o que passou.

E nesses dias tão estranhos
respiro você vendo o sol se pôr.




João

sábado, 22 de janeiro de 2011

O que será que seria?


Hoje eu dormi o dia inteiro
Ontem estive muito cansado
A saudade era muito pesada para carregar sozinho
Tentei dividir com você.
E você disse ser impossível...


Então me diz
o que meu egoísmo não me deixa ver.
Então me fala um pouco mais sobre você
Fingi não ser real o que estava no peito
e agora ando lento
e que venha a tempestade...

Me molhe lavando minha alma,
se misture as lágrimas.
Corra no meio-fio e desapareça
Porque essa lembrança não sai da minha cabeça
E cada palavra tua
Escrita a bel-prazer
faz o dia amanhecer
e é sempre diferente.

Eu queria ver o que você vê
E queria que sentisse o que eu sinto
Ser menos apressado
E gostar de solidão, mas nós dois somos presente e não passado.

Tolerar a ignorância é virtude , eu sei.
Mas isso me nauseia desde da infância
Percebo então quanta distância
Há ente nós dois...




João.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Melancolia II





Será que existe em algum lugar?
Ou perdido em algum tempo?
O que procurávamos na chuva,
Sentíamos no vento


Que só é impossível
Para quem duvida de tudo
Para quem gosta disso sujo
Como pode então
Falarmos em coração

Coração...

É incrível,
não consigo ser direto
Dizer o que sinto
em parede de concreto
As tintas ainda estão nas mãos
E eu só sei gastar em vão
Porque não consigo fazer você...
Me entender.

Tudo foi tão rápido,
Quando acordei não pude errar,
E esse medo contamina.
Por que se sentir menor ?
Por que sentir medo ?
Lá vem ela, outra vez em outro dia:


Melancolia...


João.

[tela: Edward, MUNCH]

sábado, 1 de janeiro de 2011

Melancolia









Acho que consegui entender
O que você quis dizer quando falamos em melancolia.
Agora tenho as luzes da cidade,
E essa eletrecidade, do teu corpo , que arrepia.


Por que tão diferente, meu completo oposto
Por cisma minha, cai no meu gosto,
E eu caio em queda livre
Atravesso fronteiras
Tento não pensar na tua geografia
Talvez assim eu encontre o norte
Depois de andar em círculos por todo o dia.

Porque é assim que as coisas são
Existe vida, morte, beijo e tensão
Vestimos as camisas que anunciam o nosso “Não!”

Ora, que sujeito primitivo
Filósofo desmedido, demasiado humano
Quase todo dia vive por engano...

Então volto p´ra casa .
Contemplo a existência com uma música de fundo
E nas frestas que se abrem em todos os lugares
Invade-me o mundo.

E mundano vou errando
E mudado já estou, mesmo tendo trancado as portas
E já sei que o que passou não vai mais me deixar agora
Aqui dentro ainda vigora o mundo que deixei lá fora...
O mundo que deixei lá fora...
O mundo que deixei lá fora...
O mundo que deixei lá fora...

Não, não, não...




João.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Posso até ficar triste se eu quiser.










Ás vezes eu torno eterno
o erro de querer ser imortal.
Ora, imagine se o filme não tivesse final?
Seríamos eternos espectadores?
Não viveríamos nossas vidas?
O fim é bom, e para as coisas longas
chega a ser confortável.


A vida geralmente é um filme:
Que dura mais de 50 anos,
Noutras vezes dura menos,
Dura o ano, o mês, o momento.
Não importa o que disserem
A vida é sempre longa demais
Nem precisava tanto,
Outra vez Schopenhauer fez-me em pranto.

Aliás, pensar tem me feito chorar,
Quanto mais penso aumento o sofrimento,
E devemos sofrer menos,
é o que recomendaria o velho filósofo alemão de seu túmulo.
A morte repousa, e se só morre quem vive, só vive quem morre...
Posso ficar triste se eu quiser,
Posso imaginar e criar e ser e não ser
posso até sentir...
mas nada, mais nada,
Nada faz mudar a cor das flores no jardim....




João.

domingo, 11 de julho de 2010

Simples assim. (A felicidade é uma mentira e a mentira é salvação.)








Se um dia eu naveguei na ilusão
De buscar felicidade sem saber então
Que esta é uma mentira.


Difícil é reconhecer que viver é sofrer
E se deve sofrer o mínimo possível.
Me vi , então, andando em equilíbrio.
Do real e abstrato
Da minha vida tão complexa e camuflada
Atravessando madrugadas
Eu descobri, que é mais simples assim...
Não é pessimismo, é que venci o medo
E livre de desejos
Não tenho sombras nem espelhos...
Com os pés no chão
Não prostituo mais meu coração



João

terça-feira, 9 de março de 2010

Da natureza do Jardim.





Vou ter pedir desculpas
Quando afagar teu peito
Longe, você se culpa.
Noites e gritos no meu travesseiro.

Me diz por que essa angústia?
Me diz por que tanta mudança?
São noites de adultos,
Me sinto frágil como criança...

Adultos sempre mentem,
Te vejo tão longe , te vejo diferente,
Jamais sonhei em ter você assim...
Gente que não sente,
Pisam nas flores do jardim...

Está tudo morto por hora
Corações e espíritos,
devem estar adormecidos.
Está tudo morno agora.
Já há rosas sem espinho.
Água do céu em pingos
Molham bromélias e amor-perfeito

Aqui a vida é um milagre
Que desatina com desejos...



João

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Querer.







Eu ainda quero mais uma vida.
Nova e com mudanças.
Eu ainda quero amigos.
Paixões escondidas.
Timidez de criança.


Eu ainda quero outras manhãs inteiras.
Com teu rosto no meu peito.
Te proteger do vento.
E prometer sempre te guardar aqui dentro.

E quando este mundo disser não.
Somente sim haverá no coração.
Eu te provei num outono eterno, numa fina garoa.
Em qualquer estação de rádio dentro do carro.
Uma canção cantando o que resta das pessoas.

Pessoas e mundos que não queremos conhecer.
Eu ainda quero o mundo, que um dia juntos, juramos fazer.
Com palavras que definem dias como estes...

Onde você caminha agora?
O que se passa dentro de ti nesta hora?
E se pensar em mim, não se esqueça de pensar em mim
pensando em ti...



João


(foto escolhida em alusão á Dom Quixote de Cervantes)

sábado, 7 de novembro de 2009

Rua Sem Saída.







Ás vezes caminho cantando alguma dor vivida.
E vejo minha vida em uma rua sem saída.


E cada passo meu parece querer buscar você.
Tudo o que pude pensar...
Tudo o que se pode ser...

Sei que isso é um delírio,
Que meus olhos criam.
Se nada foi verdade me explica essa saudade.
Eu nem sei se quero mesmo me desarmar,
destes ruídos da agulha no vinil
e mesmo que seja uma fuga vil
ainda me faz sentido...
outras décadas não vividas vivo agora.
Meu travesseiro parece ser o único á acolher essa insanidade.
Desculpe-me se perdi a hora...

E errando eu prometi mudar o que nunca mudou,
Olhando para trás não se volta ao que não começou,
e agora sempre em frente, força sempre.
Sei que mudei , mas no meu ritmo.
Que você nunca aprendeu a dançar.
Dancei sozinho em um mundo vazio.
Dancei com o frio do vento.
Acreditei no impossível e libertei meu peito.
Porque há um mundo de sentimentos.
Porque há sempre um momento.
E é este agora que vivemos...

João.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Com e Sem Você.







Sempre soube que levaria tempo.
Não queria aceitar.
Me afoguei em águas tão ensimesmadas quanto eu.
Olhei em volta e você não estava lá.
Não poderia estar.
Agora me salva, me resgata do mar,
e a noite me leva p´ra dançar em suas estrelas,
á quem emprestas o brilho do olhar feito em brasa.

Não queria te ter tão longe tanto tempo.
Você é a parte que me cabe neste mundo.
Todos iguais, sempre o mesmo discurso.
E vem você, muda tudo e me deixa mudo.

Nas entrelinhas do que escrevo.
Estás nos acordes do violão.
Meus dedos que correm as cordas.
Anseiam tuas mãos.
Suaves, brancas, macias.
Correm os rios de onde nascem as luas.
Correm meus dedos em tuas costas nuas.

Na noites tranqüilas que me dás,
na vigília do teu sono,
acordado estou sonhando,
ouvindo a noite acabando.

Quando amanhece e durmo,
parece outra estrada.
Parece outro mundo.
Um solo de guitarra.
Não estás aqui.

Uma melodia que não se completou,
Uma canção de ninar que deu lugar
á uma canção de amor...


João.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Revolução.


Hoje resolvi sair da caverna que escurecia meus dias.
Resolvi dar uma volta em torno de mim mesmo.
Procurei o que era comum a nós.
Tranquei meus fantasmas no porão.
Escrevi algo sobre cinema e chuvas de verão,
como estas que molham minha indiferença.
e não transformam nada dentro de mim.
Por um segundo pensei nas segundas que sempre voltam.
Todas as semanas de uma vida em todas as semanas do mundo.
Pensei nos assuntos particulares que todos tem para resolver...
...em cada peito humano coisas não resolvidas (...).

Quero um tempo só para te ouvir.
Enquanto caminhamos por uma longa estrada.
Sem pensar como e quando finda o dia.
Você, vestida de poesia, saberá que as flores do seu vestido estão vivas?
Você saberá quantos botões hão de abrir?
E teu cheiro doce de baunilha, que fertiliza tua pele macia, conseguirá sentir?

Não quero nunca, meu amor,
que esta indiferença ao mundo,
seja minha ou seja a tua alienação.
Confio em ti, que desde o princípio foi mártir,
E fez revolução no meu coração.


João.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Novos sonhos.





















Respiro o orvalho da manhã.
Vejo novamente o vento balançar as árvores.
Que suaves bailarinas dançam como minhas mãos no corpo teu.
Mesmo que em todas manhãs existam pessoas dizendo adeus.

Coloco meus óculos.
As pessoas vão e vem.
Os carros passam.
Atrás de caminhos até as nuvens.

Trago versos p´ra ti entre os dentes.
Já se derramou tanto suor e sangue.
Cartas que escrevestes amorosamente.
E estamos juntos mesmo distantes.
E este mundo que se ergue adiante.
É só um passo p´ra gente.
O caminho esta dentro de nós.
Sempre esteve.

Sou a sombra de um homem que ama.
Sou um homem que crendo não move montanhas.
Acredite no que quiser!
Eu te quero tanto.
E a cada cigarro e café,
teço algum pensamento envolvendo-te.

Misturo-te com o que já vivi.
Quando vais já não sei.
Falta parte de mim.
Mas quando está aqui, tão presente assim,
preenche a história antes sem fim,
enche o copo até a borda.
Dentro do quarto tranca-se a porta.
Dentro do carro tranca-se a porta.
Dentro do peito tranca-se a porta.
Portas abrem-se para que os dias amanheçam.
Não há cadeado que nossas chaves não conheçam.



João.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Até Mais.








Queria poder voltar no tempo.
Não ter desejado teu mau.
Não ter desejado você.
Quem sabe não te conhecer...


Se bastasse te pedir perdão.
Mas só consigo te fazer chorar.
Por que será?
Por que será?
Maldição de ilusão.

Foi lindo o pouco que vivemos.
Mas talvez este seja o momento,
da lembrança dispersar.
A vida deve nos fazer felizes...
...vou me afastar(...).

Nunca vou esquecer que um dia conheci alguém,
que pensava como eu.
(exceto de coração).
Que a vida ia além.
Que a vida não era feita,
de sonhos nem de ilusão
Ilusão...
Ilusão...

Como me despedir?
“-Adeus”?
“-Um dia agente se vê”?
Até mais...


João.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O7 de junho.




De um tempo pra cá.
Venho sentindo uma forte atração por você.
Teu sorriso é lindo, teu olhar também,
como estava escrito na letra da canção em que te desenhei.

É estranho estar aqui conversando com você.
Já que pensei em você a tarde inteira.
E pensando no que iria te dizer,
me desfiz das frases feitas...


Esquecer o dia, esquecer da vida,
sem precisar de algo externo (drogas).
Esquecer você vai ser difícil,
ao menos enquanto durar o inverno.
Que só começa na segunda.

Jamais pensei em olhar pra você de um jeito diferente,
mas é melhor eu me acostumar com essa idéia...
Acho que agora entendo:
Amor vira sinônimo de tolerância depois de algum tempo.
(E isso eu não quero, nem tolerância , nem tempo).

Este sentimento vai até quando,
encerrar meu dia com frases claras como:

“Quero partir sem ter pra onde ir
seguindo apenas o meu horizonte”


As vezes o mundo parece estar em suas mãos,
mas se estivesse em minhas mãos, as coisas não seriam assim.

Costumo me perder ao pensar em tentar entender
o sentido pra tudo o que vivo.
Nunca consigo.
E não consigo diferenciar
Sonho de realidade
As vezes penso que tudo o que vivo é tudo que sonho.
E tudo o que sonho, é tudo o que vivo.


Olhando as flores mortas em meu jardim,
não me lembro de tê-las visto em seu estado culminante.
Sempre fui egoísta o bastante,
pra pensar que isso não era importante pra mim...

Recebo o vento frio em meu rosto,
como algo que me traz força e alívio.
P´ra esquecer e amenizar, toda dor que sinto.

E quando vejo o sol.
Descubro a manhã do dia seguinte.
Espero a noite chegar,
p´ra planejar meu futuro
com frases claras como:

“Quero partir sem ter pra onde ir
Seguindo apenas o meu horizonte”



João

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Arte Démodé



















Tudo o que você precisa,
é de mais alguns dias.
Quando o sol estiver do outro lado do quarto.
Dando cor aos meus lençóis, sentirei o cheiro
no pano simples e quente e lembrarei de “nós”.

Andamos tão distantes,
Eu ando tão só,
Que lembrarei de cada ato.
Quando fomos inimigos amantes,
e até na dor cúmplices, você eu e nosso quarto,
daquela infantilidade inocente,
do teu perfume ardente,
que em cada esquina
estará numa flor que ainda há de vicejar.

E não foi por medo de chorar,
você esteve certa,
quando num daqueles dias desistiu e chorou,
disse: “só se pode amar á quem um dia se odiou.”

E se não há mais ódio,
do tão pouco que nos sobrou.
O que fazer da história?
O que fazer com o que restou?

Restos duram pra sempre.
E agente finge que acabou.
Esconde na nossa mente, o que tanto tempo nos torturou.
O que fazer depois, quando a dor passou?

Vem p´ra cá , que eu quero conversar.
E então nem precisaremos pedir perdão
Eu encostarei, teu rosto no meu peito.
Direi que p´ra tudo dá-se um jeito.

Quero aquela expressão vinda do teu rosto.
Quero beijar o teu pescoço.
O mundo é mesmo estranho.
Tudo muda e eu já não sou tão moço.

Mas nem que o mundo acabe tem coisa que não se cabe acabar.
E então, sem tinha óleo nas mãos, sem caneta e papel,
sem partituras e instrumentos p´ra tocar.
Aprenderemos um dia, num destes que fico a cismar,
Um dia, contemplaremos juntos a arte de amar.
E quando tudo for velho, serão aqueles restos que me farão viver.
E novamente estaremos cúmplices, você , eu e nosso ateliê
Vivendo "artisticamente" essa arte démodé



João.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ela no jardim.





O que é que me dá?
Que sinto e não quero explicar.
Que essa noite eu levo pra minha cama.
E ontem quase perdi e pedi pra dizer que me ama.



O dia vem e eu não me esqueci.
Tua pele branca, teus lábios em mim.
Um ciúme do que não é meu.
Medo de ser nada de especial.
E no que era pra ser a era glacial.
Aqueceu meu coração superficial.
Fez revolução, mudou o que é de mim.
Existem tantas coisas começando no fim.
O sentimento fora de si.
E o que era “Dó” transponho pra “Si”.
Um tom abaixo é mais adequado.
É tua amizade, é solidão no meu quarto.
E todo dia é um dia a ser adiado
E todo dia é um dia a ser conturbado

O que me cala a boca
E me dá prazer.
O que está nos lábios e não dá pra dizer.
O que me toca a boca
E me faz satisfeito.
O que gera a morte
E fere meu peito.
É o que me toma a mente
Não me deixa dormir.
E pensar que tudo era delírio e devir.
Em águas profundas ou em longos horizontes.
Vejo vir vindo o cheiro da morte .
E ouvindo você no meu telefone.
Enquanto tanta gente morre de fome (não sei,me sinto mais homem)

Há tanta coisa com que se preocupar.
Mas essa química da pele não se faz explicar.
É tanto sentimento alienando o movimento.
E é tanta coisa que neste momento.
Nem consigo sentir qualquer sentimento.
E é o que não faz sentido...



João

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eros e Psiquê.







Me leve nos teus braços.
Me faça ser feliz.
Ascenda o meu fogo.
Apague meu cigarro.
Queime minha dúvidas.
Tente, mas não te esqueças de mim.





Te mostro a minha face.
Preencho o que lhe falta.
Eu rasgo tuas roupas.
Tu rasgas minhas cartas.

Desejo o teu corpo.
E lhe quero até o fim.
Tornados e tempestades,
não vão me impedir de te tocar e te sentir.

Teu ponto alto.
Quando chego ao auge.
Até as nossas brigas,
me marcam com saudade.

É um fim de tarde.
Triste como o dia.
Menos um p´ra dividirmos nossas vidas..

E se é assim que deve ser.
A noite, mesmo que lá longe,
me leve com você.
Não, não te esqueças de mim.


João.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

É gelo e sol ao mesmo tempo.





Essa tarde poderia ser eterna.
Esse sol, esse frio e essa morna lembrança.




Um dia pensei como criança.
Hoje, homem feito ainda sou o mesmo.
Imaturo e sem medo de sentir medo.
Tudo muda parado.
E eu aqui parado evoluindo minhas células,
sem mover o rosto, morrendo aos poucos.

O tempo não passa no papel,
mas se passa no presente todo o passado
que esteja colocado em qualquer folha ou num pincel,
em qualquer rima, como esta,ou como as que escrevia
há tempos atrás, quando você sorria,
me recompensando o trabalho com um café.
Saudades da menina, saudades da mulher.

E então espero,
ainda que não queira ver a tarde acabar,
aquilo que mais me consola,
o momento em que se abre a porta,
e nos meus braços descansa o que tenho de melhor,
gostar de estar só,
não é amar a solidão.

Gosto de ser bicho.
Gosto dos meus instintos primitivos.
Gosto da ilusão.
Gosto do abstração vulgar,
do amor de perdição, daquela paixão de suar.



João.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dois poetas e um guerrilheiro.




Em teu amor não existem asas.
Mesmo assim eu posso voar.
Conhecer o azul do céu.
Estrelas que fazem sonhar.

Paixão vivida,
não é paixão perdida.
Palavras, suspiros de poesia.
Expressões contidas.



Faces escondidas,
daquilo que não acreditava.
Em seu olhar vejo o amor.
O amor não precisa de palavras.

Mesmo que estas tenham sido usadas,
só p´ra te dizer...
Que eu amo você.



João

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A vida é agora.




Lá vem você, em outra sexta feira.
Sim, é o começo do fim.
Suas palavras úmidas secarão no meu jardim?



E então é sábado...
O dia do imaginado, onde nada é real,
E não há quem quer que seja,
que ainda queira a cura para nossa indiferença.

Ouvi algo sobre trovões e chuva na Televisão.
Não fosse tão previsível como a previsão
do tempo, teria então uma Tv. poetisa.
E talvez deixasse a vida corrida, para ficar ali, escutando.
Á espera do caos e da estrela bailarina.

Quando acordei do pesadelo
nunca mais fui o mesmo.
E procurei em cada esquina onde me achar.
Foi quando flertei e não tive medo do tempo,
que vi a fina flor se despetalar sem reclamar.

Pétalas de rosa secas num livro,
não foram a garantia de um bom destino.
Mas se um dia houve isso,
tentei com o gesto mais bonito,
te dar alguém que se lembrava todos os dias,
com mimos de infância te dar lembranças..
E na despedida a esperança de não esquecer...
Nunca esquecer...

Isso ainda é maior do que sempre ter alguém ao seu lado,
A noite está findando e sexta-feira, agora, é passado,
Gostaria de te ver, de sentir tua fala ao meu ouvido,
e agora, nesta hora, em que primavera flora,
só ouço os ecos deste abismo entre nós, é o que sinto.
Eu sinto.



João.