domingo, 20 de fevereiro de 2011

Amante, Amigo.








Saiba que não quero que tenhas medo
Saiba que não quero ter o que temer



Toda essa liberdade é perigo
E não é o canto de amigo
Mas, talvez, o canto de quem algum dia vai odiar você.

Mas não temas...
É assim, a vida torta que me deram.
Não temas o poder de pensar no que quiser,
sem pedir licença, imagino o cheiro do teu corpo em cada vento que dobra a esquina.
Sangue e suor abstratos que correm e cobrem meu corpo de verdade.

E se fosse real?
Seria triste e bonito como sempre devem ser as coisas perfeitas.
Seríamos ungidos pelo sol da década de setenta,
Sim, eu sei, é uma insanidade,
mas ainda é melhor que o ar dessa cidade
Que me deixa cansado.
Com o coração parado,
Sem desejos de amor apaixonado,
errante e servil,
destes que não existem fora dos livros ou do canto dos poetas (...)
E eu vou para esta entrega,
sem medo de morrer.

Tive medo de viver
e da vida violenta sobrou apenas teu retrato
Prefiro o coração que me faz escravo,
Alucinado, louco e insensato,
feito Eros e Psique.

Meu motivo p´ra viver:
Você...
P´rá viver você...

P´ra viver em você!



João.

4 comentários:

Anônimo disse...

Volta pra mim. Não aguento mais. Me liga, me chama, me ama.

Quando o sonho chegou.

Eu prendi minha respiração com meus olhos fechados.

Eu fiquei louco,

como um dia do anel de fumaça

Quando o vento sopra...

Agora eu não voltarei até mais tarde,

Se eu chegar a voltar, de qualquer modo...

Mas você me conhece, e eu sinto sua falta agora.

Num jogo estranho,

Eu me vi como você me conhecia,

Quando a mudança chegou e você teve uma

Oportunidade de me ver por dentro...

Embora o outro lado seja exatamente o mesmo,

Você pode perceber que meu sonho é real.

Porque eu te amo, você consegue me entender agora?

Embora nos precipitemos adiante para economizar nosso tempo,

Nós somos apenas o que sentimos.

E eu te amo, você pode sentir isso agora?

E eu te amo, você pode sentir isto agora?

João disse...

legal : )

Jane Santos disse...

Nossa, essa poesia me fez parar. Belíssima, profunda, inquietante. Parabéns!

João disse...

On The Way Home!