quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sonhos III









O relógio que não cessa
O tempo sem significado
Marca meus horários, faz meu diário, dias no calendário
Riscados um a um...




    A nota no piano, todo fundo precisa de um pano
    E agente diz não poder
    Faz drama pra viver
    Angústia, raiva, alívio
    Toda forma de entender
    Toda forma de sentido

    Signos, significado, frágil, fragilizado
    Humano demasiado
    Homem cansado, calado, parado sente a vida decidir-se contra sua vontade
    Dorme , sonha , acorda com vertigem e a razão suspensa, falsa liberdade
    Um passado sem glórias, a culpa que força as costas
    Há a madrugada lá fora, há o agora...
    

    E agora?



                                                                                          João Rodrigues.  


2 comentários:

Jane Santos disse...

muito lindo poema! parabéns!

João Rodrigues disse...

muito obrigado!