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segunda-feira, 26 de março de 2012

Teatro









Pensei que não teria medo
Pensei que seria fácil
Pensei em um samba enredo
Pensei num precipício

Mas eu não quero mais, não vou aceitar
Minha vida assim, por realizar
Um passo distante, diferente
Uma amante , talvez p´ra sempre
Me fez voltar.

Dizem que quem não sonha não tem motivos pra viver
Até que o pesadelo toma conta de você
E como um filme repetido em todos os cinemas da cidade
Eu sinto uma saudade difícil de esconder
Mas o final eu já sei,
Atores e atrizes já estão gravados
Seus gestos e acenos, aprendidos no teatro.




João. 29/02/12

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Volto logo






Acho que vou voltar
Meu lugar se perdeu no tempo
Os espelhos já não refletem o sol...


Somente luzes artificiais...

E a náusea da mesma noite chega
repousa no meu corpo cansado
Só a luz do meu cigarro
A iluminar essa solidão.

Uma viajem sempre faz lembrar e me perguntar:


Onde está aquele cheiro dos perfumes de flores?
Onde está aquela saudade que explodia no peito e que já não mata?
Onde estão os abraços , no meio da rua, no meio da chuva...

Porque até agora só sei por onde andam as lágrimas...





(João) 17/01/2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Devaneios Tortos.







Eu vi tanta violência
E me cansei daqueles dias
Foi uma semana tensa
Diferente da ternura de outros dias



E eu nem sei porque
Mas já nem preocupo em saber
Você se transformou
E despida, seu tormento a tomou

Você tem raiva do quê?
Você não acredita no quê?
Você julga por querer?

E não consegue entender !!!!!!!!!!

Tudo é confusão,
Acelero forte na contra mão
Essa é minha direção
Se não quiser morrer comigo
Desvie do meu caminho
Ou jamais será ,
Motivo pra eu me lembrar
Foi poesia barata
Comprada por nada
mas ainda vale mais do que qualquer coisa em vão

E não é nada não!!!!!!!!!!



João.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Metal Pesado.






Eu sei que isso te machuca
Eu sei , agora é incerto
Velava juventude
e hoje estou tão velho.


Travaremos guerras quentes em todos os invernos(...)

Mas p´ra que voltar
Se nem o vento que lhe sopra hoje te faz chorar?
Porque não é mais o furacão
Que antes trazia lágrima e chuva p´ro teu coração.

Será que você queria toda essa angústia
E viver essa melodia que tem som, mas não tem música
Sinta o prazer de sofrer
É de verdade e gratificante
É metal pesado
Carrega o peso do passado.

Ou finja não entender
Fique com essa gente que não quer sentir.
Mas p´ra que lembrar?
Se ninguém quer pensar
Porque dói e a vida é assim...

“Só é feliz quem mente p´ra si”
“Só é feliz quem mente p´ra si”
“Só é feliz quem mente p´ra si”
“Só é feliz quem mente p´ra si”

Talvez um dia eu aprenda
A usar toda essa droga
E vou estar aí (Eu vou estar aqui)
Mentindo para mim...
Mentindo para mim...


João.



" A felicidade é uma mentira, e a mentira é salvação" [Renato Russo]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Samba.


Lá vem de novo.
Outro carnaval.
Vamos celebrar nossa miséria.
Vestindo fantasias fantásticas.
Uma copa do mundo p´ra acabar com a fome da África.


É sempre assim, esqueça dos problemas...
Assista á TV, pegue um cinema,
Encha a cara no boteco da esquina,
Ou pague em dia a terapia.
Vá se adoentar pra lá!
Mundo sem saída...

Cadê minhas drogas ?
Me dê mais comprimidos,
Nesta festa que tanto une
opressor e oprimido.
Pareço tão feliz com o meu novo sedã.
Porque ninguém assume sua doença..
E os mundos não cabem no divã.



João.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Falsa revolução (Gente reacionária de merda).







Uma sala arrebentada.
Vasos quebrados, quadros rasgados.
Alguém travou uma guerra aqui.

Sofás e tapetes imersos.
No piso alagado pela porta aberta,
que criou esta tormenta dentro de ti.

Quantas pessoas são você?

Quantas pessoas são você?

Acorda e não consegue entender.
Quem ao certo desperta para o novo dia.
Fugindo do horror de reconhecer-se , de saber quem é.
Um bandido, um monstro preso em corpo de mulher.
O ditado diz que tudo volta e essa onda não te deixará em pé.

Suas máscaras cairão com uma lágrima de dor.
Sacrificará os romances lidos.
Desprezará poesia ou dela será fingidor.
Na loucura do real, ignorando a intuição.
Envolveu-se em jogo sujo,
trapaça de quebrar coração.

Uma vida que não muda.
Você parte e nas malas leva cicatrizes abertas.
Trocou o dedo em V de amor e paz, quando
ao amante mais leal declarou guerra.
Mentir frente ao espelho é mentira que se erra.
Banhos frios não resolvem mais.
Você ficou p´ra trás.
Seu tempo agora é velho.
Você e nada volta mais.
Mente, diz que está tudo bem, que atravessou o inferno.
Minta também sobre seus sonhos.
Diga que isso é tudo o que se pode sonhar.
Minta sobre o peso nos ombros.
Diga que sabe, que pode voar.

Quantas pessoas são você?

Quantas pessoas são você?



Suas máscaras cairão com uma lágrima de dor.
Sacrificará os romances lidos.
Desprezará poesia ou dela será fingidor.
Na loucura do real, ignorando a intuição.
Envolveu-se em jogo sujo,
Trapaça de quebrar coração.



João.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Humanos de Gelo.


Nada, nada, nada, nada, nada!
Nada se acaba!
O que acontece é esquecimento.
Se deixa de lado,
pessoas, momentos, sentidos e sentimento...
Se dissolvem vidas divididas.
Ao ponto da solidão ser a melhor companhia.

E é tão estranho admitir o pouco que se tem,
e sonos tranqüilos sem sonhos,
só se aprendem,
quando se aprende e se esquece também.

Quando nada mais importa,
e o conformismo é velho amigo.
E quando á frente a face se fecham as portas,
então você finge que encontrou seu abrigo.

Á esta altura lágrimas já não dizem nada.
Não faz sentido sofrer pelo o que nunca se acaba
Se esqueça e não pare,
vá em frente, mesmo na direção contrária.
Porque na vida não vale apenas viver.
É preciso estar pronto para os humanos de gelo.

Nada, nada, nada, nada, nada!
Nada se acaba!
Mas se esquece aos poucos,
o que um dia foi motivo de vislumbrar,
um horizonte e uma vida vivida de sonhos.




João.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Semana.






Você estava andando,
Tão fria como sempre,
Em seu vestido indiano,
Com seu olhar cego p´ra frente.


O sol no seu rosto,
O calor era brando,
Nos lábios um “meio sorriso”.
Como o coração em pranto que se pergunta:
“-Por que eu sofro tanto?”



Na segunda eu menti.
Na terça eu cai.
Na quarta estava de joelhos.
Na quinta eu chorei.
Na sexta eu dormi.
No sábado me matei.
No domingo eu te esqueci.(morrer p´ra esquecer?)

Tudo aquilo foi um sonho.
Quem sangrou fui eu.
Fique com tudo o que quiser,
o mundo pode ser teu,
eu vou em frente, meu coração ainda é meu.

Tenho tudo á meu favor,
Até as nuvens no céu escondem a cor dos seus olhos.
Não sei e já não importa se sinto ou sentiria o mesmo de antes.
Enquanto amante não sei se sei te esquecer, preciso de um tempo.
Uma semana é o bastante.


João.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um sorriso pelo fim da guerra (primavera)



(A foto á esquerda mostra um dos momentos em que refugiados fugiam da região dos conflitos em Kosovo)


*Esta não é uma letra tão poética, escrevi uma letra de Rock and Roll quando tinha lá meus 16 ou 17 anos de idade,e tocava numa banda maravilhosa chamada “Aparelho 594”, esta letra fala sobre uma menina refugiada da Guerra de Kosovo que opunha forças de segurança sérvias e da antiga Jugoslávia e o Exército de Libertação do Kosovo, ou (ELK), um grupo guerrilheiro formado por integrantes de origem étnica albanesa que lutavam pela independência da província.O fato é que uma menina de beleza plástica muito exuberante se refugiou no Brasil e aqui tentaria sua carreira de modelo, em 1999 a guerra acabou,(mais ou menos um mês e meio antes do início da primavera brasileira) , ao entrevistar esta garota , que na época , salvo engano, tinha seus 16 anos de idade, a repórter deu a ela a notícia de que a guerrilha instaurada em sua terra natal tinha cessado, lembro-me como se fosse hoje, da câmera lenta fotografando poéticamente a mudança de expressão da bela garota, ela começou a abrir seu belo sorriso ao mesmo tempo em que uma lágrima corria de seus belos olhos.



Um sorriso pelo fim da guerra (Primavera)

Se o que cai do céu é chuva ácida,
são os efeitos da destruição.
Missão de paz é missão de guerra,
Você dormiu ao som de bombas e acordou na escuridão.

Quando trilhou seu caminho nas pedras,
não conhecia a direção,
depois de tanto tempo acho estranho o que vi no rosto dela:
Um sorriso pelo fim da guerra.

Um sorriso pelo fim da guerra.
Um sorriso pelo fim da guerra.

A nuvem negra que deixou as flores secas,
Não te deixa ver o sol nascer.
Não pense que há respostas.
Essa doença vai te enlouquecer.

Esqueça aquele sangue todo.
E mostre de novo no rosto...
A guerra acabou quando iniciou a primavera
Que começou com teu sorriso pelo fim da guerra

Um sorriso pelo fim da guerra.
Um sorriso pelo fim da guerra.



João