sábado, 7 de novembro de 2009

Rua Sem Saída.







Ás vezes caminho cantando alguma dor vivida.
E vejo minha vida em uma rua sem saída.


E cada passo meu parece querer buscar você.
Tudo o que pude pensar...
Tudo o que se pode ser...

Sei que isso é um delírio,
Que meus olhos criam.
Se nada foi verdade me explica essa saudade.
Eu nem sei se quero mesmo me desarmar,
destes ruídos da agulha no vinil
e mesmo que seja uma fuga vil
ainda me faz sentido...
outras décadas não vividas vivo agora.
Meu travesseiro parece ser o único á acolher essa insanidade.
Desculpe-me se perdi a hora...

E errando eu prometi mudar o que nunca mudou,
Olhando para trás não se volta ao que não começou,
e agora sempre em frente, força sempre.
Sei que mudei , mas no meu ritmo.
Que você nunca aprendeu a dançar.
Dancei sozinho em um mundo vazio.
Dancei com o frio do vento.
Acreditei no impossível e libertei meu peito.
Porque há um mundo de sentimentos.
Porque há sempre um momento.
E é este agora que vivemos...

João.

Um comentário:

Alexsandra disse...

"Não tente entender a vida ,viver ultrapassa todo entendimento"Clarice Lispector.

Cheguei a rua sem saída...cheguei aos trinta...Anos de memorías,fatos e pessoas sensacionalmente especiais...passear pelo jardim me faz voltar a um lugar onde tudo foram flores.Perfume de uma década feliz...Lembrar nos ajuda a trilhar um caminho com luz e amor...Recordar com carinho nos faz mais forte....