quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um dia diferente dos outros.


Hoje é um dia diferente dos outros,
estou sem chão, mas estou mais solto.
Hoje é um dia feito p´ra mudar.
Olhar p´ro céu, contar estrelas do mar.


Hoje é um dia feito p´ra chorar.
P´ra poder sorrir e lembrar do que esqueci.
Mas se um dia a força acabar,
pense sempre assim:

“- Foi melhor assim ”

Bom mesmo é evitar a doença do egoísmo.
Se amar, mas também amar quando é preciso.
P´ra que mentir que é feliz nestes dias adoecidos?

Sou imperfeito, mas ainda me entristeço por você...
Ao menos trago algo no peito p´ra viver.
Não vou precisar de tempo pra me sentir vazio
Hoje é dia de ser meu o meu velho amigo


Hoje é um dia diferente dos outros.
Sei que vou sofrer, mas agora estou pronto.
Hoje é um dia feito p´ra lembrar,
Que tenho uma vida tipo verso solto no ar.

Hoje é um dia p´ra esquecer do teu frio.
Eu quero calor, e apagou o teu sol.
Hoje é um dia como todos os outros.
Mas ainda cresço e será diferente dos outros.


João.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Obsessão




Concentro-me por um instante.
Nos desenhos em minhas mãos.
Nas batidas do meu peito,
ecoam longe os sons que compõem meu silêncio.



E do silêncio ouço a sinfonia,
imerso na lembrança daquele dia,
ainda era agosto, ainda era teu rosto.
E tudo, tudo é novo de novo.

Vem surgindo (...).
Vem nauseando (...).
Me dominando como a velha dor que não se mostra.
São teus quadris, tuas coxas, tuas costas (...).
Está sempre em tudo, quando não penso em nada...
A obsessão do sublime, degraus sem escadas,
na esperança do passado, na inquietude do futuro.
Á esquerda, á direita, em cima do muro.

Estou a desejar os dias de esperar,
os dias que se contarão por si mesmos.
São também teus lábios, teus sorrisos, teus cabelos (...).

No horizonte desta estrada, nas cartas marcadas sou devaneios.
No horizonte desta estrada, nas cartas marcadas não há sentimento, somente devaneios.


João

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sonhos





Estar em seus sonhos feitos de poesia,
realiza meus sonhos minhas utopias.




Você pode, então, não acreditar...
Eu não sonho com você.
(exceto acordado)
Porque penso em você a noite toda e não consigo dormir.

No seu sonho pude ver através do objeto pretendido por Narciso
A imagem, o reflexo, da cena mais feliz da minha vida.

Podia te tocar. Te sentir.
E ver o teu sorriso.

E sonhar ainda é melhor que viver.
Pena! Não sonho com você


João

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Colcha de Retalhos (Tolice é acreditar na “realidade”)



Não faz tanto tempo,
e já não somos os mesmos.
E deixamos p´ra amanhã
Mais mentiras do dia-a-dia, dentro de nós há um divã.

No amanhecer,
nessa neblina brilhante.


Seus olhos são diamantes que minha estória vai tecer.

Sinto sobre os ombros esse orvalho,
que para um homem nada prático
observa perplexo o acontecer.

Me aqueço sob a colcha de retalhos,
que para um homem tão cismado,
é estranho de ternura se aquecer.

A poesia, ainda que tardia,
Agora desprezada vai voltar
P´ra te enlouquecer.

O olhar colorido sob as ondas do “achismo”.
Que não fazem nada por fazer.

O nada tenta arrombar a minha porta,
já disse não á vida porca, e, em poesia vou me entorpecer.
Eu não quero ser você.

Preferir a vida simples,
nem sempre te faz mais humilde,
mas antes de tudo te condena a perder.

E você segue desprezando a esperança
De um dia a voltar a ser criança,
e a vida escolhida á condena á morrer.

Juntos temos a inocência,
combateremos a demência de um mundo,
sem coerência que é surdo e mudo,
ás coisas do coração.
E se tudo for em vão,
será tão bom, o melhor é se entregar a ilusão.


João.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Canto dos Amores Urbanos.





Enquanto sentia dor,
e o cheiro da fumaça.
Teu sorriso pôde transpor,
tudo o que sente,
tudo que transcende o interior.


Poesia ao chão.
Na cidade velha lágrimas correm distantes.
Onde nasce só nascente de dor.
Só há amor onde há conflitos constantes.

Tudo o que não foi e já não pode ser.
E o óbvio era tão fácil dizer.
Vulgarizamos “nós dois.”
Vulgarizamos o amor.
Vulgarizamos nosso teatro amador.
Nesses “dia-a-dia”.
do passado não sou mais que um “sentidor”.
E fingidor de dores tão reais (...)

E você?
Já não tem dores p´ra resolver?
Se não ama e prefere a vida entediada.
Ah! Minha amiga amante amada.
Estereótipo do passado, maquiada, fantasiada,
Camuflada de gente na multidão na imensidão do nada.

Vida breve, sem cartas na manga,
O destino vem e você se manda,
Mas no labirinto lá está ele: o destino.
Vida breve, e no cheiro da fumaça,
Mostras o que sente,
Tentarás fingir que não mente, ou que não entende
Que algumas coisas são p´ra sempre.



João.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Praças.


Meu radicalismo externo,
Expõe que nossas diferenças são apenas exteriores.
Você e seu mundo.
Eu no maldito “jardim dos sentidores”.



Eu não sei definir nada.
Eu não vou ouvir tua fala.
Eu não tenho o que dizer.
Calado o meu grito faz doer..

Se a dor é coisa comedida,
o amor também pode ser,
mas não é isso o que desejaria.
E jamais desejei no “te conhecer”.

Essas coisas desencontradas,
No pequeno espaço do meu peito,
Vem! Uma vez mais vem o mesmo vento,
querendo soprar de volta aquele tempo.

Tempo de praça e utopia.
Tempo de graça e nostalgia.
Tempo não é nada nenhum dia.
Tempo é qualquer coisa de poesia.


João.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cem anos de solidão





Eu poderia falar sobre o céu.
Eu poderia falar sobre amor.
Eu poderia dizer que sou seu.
E até falar sobre a dor.






Eu posso tudo, mas nada é p´ra você.
Você não sente, você não vê.
O sonho agora é de um outro tempo.
Esse tempo ficou lá atrás,
Quando andava á esmo (...)

Mas ainda sim sou melhor do que antes.
E então, entretanto, enfrento cem anos de solidão.
Estou com o céu no chão, mas ainda sim é melhor que com você (...)

Pense, sinta, corra, fuja, fale, sonhe, escreva, cante.
Sofra, chore e sinta ódio, angústia, esperança e dor :

“Amor”: que sempre, sempre há de ser por mim.

“Amor”: que sempre, sempre há de ser por mim.

João.