sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Colcha de Retalhos (Tolice é acreditar na “realidade”)



Não faz tanto tempo,
e já não somos os mesmos.
E deixamos p´ra amanhã
Mais mentiras do dia-a-dia, dentro de nós há um divã.

No amanhecer,
nessa neblina brilhante.


Seus olhos são diamantes que minha estória vai tecer.

Sinto sobre os ombros esse orvalho,
que para um homem nada prático
observa perplexo o acontecer.

Me aqueço sob a colcha de retalhos,
que para um homem tão cismado,
é estranho de ternura se aquecer.

A poesia, ainda que tardia,
Agora desprezada vai voltar
P´ra te enlouquecer.

O olhar colorido sob as ondas do “achismo”.
Que não fazem nada por fazer.

O nada tenta arrombar a minha porta,
já disse não á vida porca, e, em poesia vou me entorpecer.
Eu não quero ser você.

Preferir a vida simples,
nem sempre te faz mais humilde,
mas antes de tudo te condena a perder.

E você segue desprezando a esperança
De um dia a voltar a ser criança,
e a vida escolhida á condena á morrer.

Juntos temos a inocência,
combateremos a demência de um mundo,
sem coerência que é surdo e mudo,
ás coisas do coração.
E se tudo for em vão,
será tão bom, o melhor é se entregar a ilusão.


João.

2 comentários:

♥ disse...

Where you are seems to be
As far as an eternity
Outstretched arms open hearts
And if it never ends then when do we start?
I'll never leave you behind
Or treat you unkind
I know you understand♥

João disse...

fico grato , ao comentário , apesar de não saber a identidade da pessoa que o postou, gostaria que soubesse que sempre que se estende um braço em minha direção o meu estenderá ao sentido deste, a recíproca é verdadeira sempre!