Renascença
O tempo passa muda opiniões
O vento bate e leva tuas razões
Por que será tudo muda a todo tempo
Por que será que nunca é do mesmo jeito
Você pode conjugar em outros tempos
O passado não ensina muito
O presente é o que tens no peito
Voa no futuro, vive no absurdo!
Se tive medo do que está por vir
Agora já não tenho , eu quero ir
Alcançar o meu lugar
Despertar no amor chegar
Veja que há flores neste jardim
Certeza que nunca houve fim
Certeza que nunca houve fim
Certeza que nunca houve fim....
...Apenas meios, de chegar até aqui...
João 02/02/13
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Você.

A música é um estado de espírito.
Não é democrática, é abstrata é o jogar-se de um abismo.
Eu dito as palavras, eu faço as leis pro meu coração,
E acuso, eu julgo eu controlo o que acontece em meu peito.
E se é falta de paixão, é amor por mim mesmo,
É um mergulho profundo num mar de esquecimento.
A música é como um velho companheiro,
É um cigarro, um trago, outra imagem refletida no espelho.
Se eu for guardar vai ser o meu fim,
Não é medo, é força que vence a morte dentro de mim.
E eu fico assim, suspenso no ar,
Lutando, buscando pelo o que ainda há de vir...
Ou nunca virá. É só insanidade e passará.
Minhas palavras podem até te tocar,
Mesmo que você não queira,
A música ressoará.
Nos teu sonhos ou na insônia de uma noite inteira.
Vai percorrer teu corpo nu num banho pela manhã.
A água trará a melodia que você não quis.
Mesmo sem saber o que seria.
Vai ficar para trás, perdido e a esmo.
A lembrança daquela canção e do seu tempo.
Um homem e um violão,
Um simples acorde faz nascer...
Não é o que será ,
ou o que seria,
é o próprio ser.
Você.(...)
Você.(...)
João.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
De volta á realidade (Do passado poético ao presente irreal)

Ah se tu soubesses
o quanto trocaria os banhos de sol,
por nossos banhos de chuva.
Meus papos de política,
dariam espaço á fugas da polícia.
No parque em que as memórias não envelhecem.
O corpo padece, a mente envelhece.
O fruto imaturo é sempre mais amargo.
Cinco minutos a mais,
São promessas de mais.
Novelas sem fim.
Estando acima ou abaixo.
Já não sente o cheiro das flores do jardim.
Venha quando quiser.
E seja o que vier.
Há uma nota nova de guitarra que já ecoa.
Num domingo á toa, uma canção sobre o tempo.
O tempo voa.
João.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Querer.

Eu ainda quero mais uma vida.
Nova e com mudanças.
Eu ainda quero amigos.
Paixões escondidas.
Timidez de criança.
Eu ainda quero outras manhãs inteiras.
Com teu rosto no meu peito.
Te proteger do vento.
E prometer sempre te guardar aqui dentro.
E quando este mundo disser não.
Somente sim haverá no coração.
Eu te provei num outono eterno, numa fina garoa.
Em qualquer estação de rádio dentro do carro.
Uma canção cantando o que resta das pessoas.
Pessoas e mundos que não queremos conhecer.
Eu ainda quero o mundo, que um dia juntos, juramos fazer.
Com palavras que definem dias como estes...
Onde você caminha agora?
O que se passa dentro de ti nesta hora?
E se pensar em mim, não se esqueça de pensar em mim
pensando em ti...
João
(foto escolhida em alusão á Dom Quixote de Cervantes)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Acenos.

O que medirá a distância
nestes dias sem medidas.
O caminho é longo para quem não
está cansado.
O caminho não existe para quem já se cansou.
E Prefere uma varanda á espera no novo sol que apontou...
Não sei mais se saberei dizer “Adeus...”
ou se deveria, ao menos, acenar.
Se as marcas ficaram
Isso não quer dizer que você sempre estará?
Aqui...
Aqui, um vazio a mais.
E essa vida que muda tanto.
E eu parado querendo que o tempo não parasse
Sequer posso mudar as nuvens
desenhadas nos céus da cidade.
Eu e minha vida de equilibrista.
Neste meio-fio extenso, liso de lágrimas.
Cada instante provado , vivido
É raro, é quase uma primavera.
Mas as flores vivem morrendo e não acenam na despedida
João.
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considerações sobre o tempo.,
miséria da filosofia.
domingo, 8 de novembro de 2009
Manda um Neruda !
nada como poesia de verdade rsrs
Os meus pensamentos foram-se afastando de mim, mas, chegado a um caminho acolhedor, repilo os tumultuosos pesares e detenho-me, de olhos fechados, enervado num aroma de afastamento que eu próprio fui conservando, na minha pequena luta contra a vida.
Só vivi ontem. Ele tem agora essa nudez à espera do que deseja, selo provisório que nos vai envelhecendo sem amor.
Ontem é uma árvore de longas ramagens, e estou estendido à sua sombra, recordando.
De súbito, contemplo, surpreendido, longas caravanas de caminhantes que, chegados como eu a este caminho, com os olhos adormecidos na recordação, entoam canções e recordam.
E algo me diz que mudaram para se deter, que falaram para se calar, que abriram os olhos atônitos ante a festa das estrelas para os fechar e recordar...
Estendido neste novo caminho, com os olhos ávidos florescidos de afastamento, procuro em vão interceptar o rio do tempo que tremula sobre as minhas atitudes.
Mas a água que consigo recolher fica aprisionada nos tanques ocultos do meu coração em que amanhã terão de se submergir as minhas velhas mãos solitárias...
Pablo Neruda.
Os meus pensamentos foram-se afastando de mim, mas, chegado a um caminho acolhedor, repilo os tumultuosos pesares e detenho-me, de olhos fechados, enervado num aroma de afastamento que eu próprio fui conservando, na minha pequena luta contra a vida.
Só vivi ontem. Ele tem agora essa nudez à espera do que deseja, selo provisório que nos vai envelhecendo sem amor.
Ontem é uma árvore de longas ramagens, e estou estendido à sua sombra, recordando.
De súbito, contemplo, surpreendido, longas caravanas de caminhantes que, chegados como eu a este caminho, com os olhos adormecidos na recordação, entoam canções e recordam.
E algo me diz que mudaram para se deter, que falaram para se calar, que abriram os olhos atônitos ante a festa das estrelas para os fechar e recordar...
Estendido neste novo caminho, com os olhos ávidos florescidos de afastamento, procuro em vão interceptar o rio do tempo que tremula sobre as minhas atitudes.
Mas a água que consigo recolher fica aprisionada nos tanques ocultos do meu coração em que amanhã terão de se submergir as minhas velhas mãos solitárias...
Pablo Neruda.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Com e Sem Você.

Sempre soube que levaria tempo.
Não queria aceitar.
Me afoguei em águas tão ensimesmadas quanto eu.
Olhei em volta e você não estava lá.
Não poderia estar.
Agora me salva, me resgata do mar,
e a noite me leva p´ra dançar em suas estrelas,
á quem emprestas o brilho do olhar feito em brasa.
Não queria te ter tão longe tanto tempo.
Você é a parte que me cabe neste mundo.
Todos iguais, sempre o mesmo discurso.
E vem você, muda tudo e me deixa mudo.
Nas entrelinhas do que escrevo.
Estás nos acordes do violão.
Meus dedos que correm as cordas.
Anseiam tuas mãos.
Suaves, brancas, macias.
Correm os rios de onde nascem as luas.
Correm meus dedos em tuas costas nuas.
Na noites tranqüilas que me dás,
na vigília do teu sono,
acordado estou sonhando,
ouvindo a noite acabando.
Quando amanhece e durmo,
parece outra estrada.
Parece outro mundo.
Um solo de guitarra.
Não estás aqui.
Uma melodia que não se completou,
Uma canção de ninar que deu lugar
á uma canção de amor...
João.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Apostando Corrida na Escada.
Era p´ra ser só mais uma canção p´ra você.
Ouvir bebendo no alto de algum apartamento.
Talvez até tenha sonhado com isso algum dia.
Mas as noites te acordaram.
Te colocaram na boca o gosto amargo da vida.
A cada palavra escrita.
A morte do que não tem vida se aproxima.
Voltamos p´ra casa e esquecemos as escadas de todo dia.
Não me lembro de nos despedimos subindo ou na descida.
Não me lembro se na última vez era noite ou já era dia.
E você se lembraria?
Hey, você, tente entender, passei na sua vida
só p´ra dizer : “Até mais ver”...
Meu tempo está acabando,
junto com minhas chances de mudar,
é o vento frio de um dia quente.
Tua ausência me parte ao meio,
como se fosse p´ra sempre...
Hey, você, tente entender, passei na sua vida
só p´ra dizer : “Até mais ver”...
O mundo era tão grande e tão mais simples.
Agora tudo é novo, temos vidas pequenas.
Eles dançam outras danças,
Mesmo quando as músicas são as mesmas.
Só não entendo porque meu coração também
não pode entender.
Tínhamos tudo pela frente, e agora temos
o tempo que nos resta, talvez seja mesmo impossível de entender...
Hey, você, tente entender, passei na sua vida
só p´ra dizer : “Até mais ver”...
João.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sabedoria Infantil.

Os ponteiros do relógio
arrastam-se como se não fosse verdade.
Abro a porta e o tempo não toca minha vida.
Sou a criança que andava sozinha.
Santo foi o tempo,
que fez com que o presente fosse passado.
Santo é o tempo que nos traz estes dias nublados.
Não faz mais sentindo procurar por rostos conhecidos.
Minhas face estará escondida.
Eu não aceito este peso sobre minhas costas.
Não me dê as alturas dos céus.
Cansei de brincar de ser Deus.
Um Deus perdido no jardim de infância.
Vai ver que Deus é a criança que vive em nós.
Com medo de todos e de tudo.
Mas que ainda sim rege o mundo.
Por que o mundo está em ti?
Por que o mundo está em mim?
Caminhos por ruas tortas.
Que guardam segredos de amor, brigas e derrotas.
Ruas onde se perdem identidades.
Lágrimas que correm no meio fio e inundam a cidade.
Queria um dia inteiro com você,
E sobre meu peito tua mão.
Voar, deitar.
Dormir nas nuvens de algodão.
Mas não(...)
Não desceríamos jamais...
Viveríamos a imensidão deste instante de paz.
João.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Navios.

Todas as manhãs os sinos dobravam por ti.
As cortinas não nos deixava ver a vida cinza
que se escondia atrás de cada janela, nunca sabíamos
o que nos preparava o dia.
Nossas vidas a cada dia transformadas,
hoje por um dia de cada vez sendo costurada
como uma roupa de domingo,
como aqueles dias de valores antigos.
Desejei que você soubesse do meu isolamento.
Quis me perder em solidão e nos perder no firmamento.
Te convidei p´ra morrer comigo.
Marquei lugar, dia e hora.
Você fez que ouviu, fechou a porta, foi embora....
Eu caminho por ruas desertas, onde certamente não estarás.
Te procuro em cada olhar.
E só te encontro aqui, vivendo em mim.
Talvez você não possa viver no meu tempo.
Saber dos meus segredos.
Amando estarei até o fim.
E se for p´ra ser assim.
Que seja p´ra sempre.
Como árvores transparentes que peneiram a luz do sol.
Essa estrela imensa, tatuada no meu corpo.
Quando o “meu” sol dormia em teus braços.
Braços que um dia desesperaram-se ao não encontrar os teus
E "meu" sol que não brilhou desde aquele “adeus”.
Eu até tentei, voltei ao ponto, o porto de onde partiu.
Já não pude ver teus acenos e você não pôde ver, eu estava lá.
Deixaste-te em mim o vazio e ao mundo a imensidão do mar.
João.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Eu sou. (Não serei nem fui.)

Houve um tempo em que eu não quis acreditar
nessas coisas que se diziam “meus dias”...
Houve um tempo em que recusei
qualquer coisa que se dissesse minha, até mesmo o que sentia.
Ainda jovem minhas mentiras ditas ao vento
desintegraram-se como flores de bem-me-quer, mal-me-quer.
Foram as derrotas que me fazem hoje mais forte do que em outro tempo qualquer.
E as perdas que tive no caminho.
Quando avisavam-me que tinha perdido
não empobreceram meu espírito.
Eu não tinha mais o que perder...
E a cada passo as coisas tendem mais á serem como devem ser, eu sinto.
E eu sempre sentirei,
A cada frente fria,
a falta da sua companhia.
Mesmo sabendo que partirás á cada verão.
Nos instantes eternos em que não estás em mim.
Já que nem tudo aquilo que se sente precisa existir.
Como o tempo que não se conta mas nos faz correr.
Corro dentro do carro.
Multas,corro para um tom mais alto.
Daqueles em que rasgo a voz para entrar nas madrugadas
feitas só para escurecer.
Uma canção qualquer que seja uma mensagem p´ra você.
Que alcance as estrelas antes de amanhecer.
Estrelas não existem, só nas noites claras do interior.
Mesmo que esse interior esteja somente dentro da gente.
E se estrelas já não podes ver
talvez seja pelo mesmo veneno que te cega.
Quando não sabes o que te trago no peito
Quando não sabes bem quem sou
e o que tenho pra você.
João.
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considerações sobre o tempo.,
filosofia da concretude.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Piegas demais.

Agente tinha pouco tempo juntos
Os dias se resumiam á poucos segundos (...)
De beijos profundos e tardes quentes.
Num suspiro e você partia .
Quando volto a te ver?
Estou pensando em você, não há como esquecer...
“Triste e bonito”, frases feitas sobre coisas perfeitas,
Levanto o templo, organizo uma seita
P´rá celebrar o nosso amor...
P´rá celebrar o nosso amor...
O tempo não existe, cada instante sem você já dura um ano e um mês.
E cada dia ao seu lado são menos três...
Ah!!! Eu quero você !!!
Sem relógio, sem roupa, sem nada p´rá fazer.
P´rá tarde ser longa , e é o que só agente pode entender.
Ser você é reencontrar o meu jeito ser..
Dormir nos teus braços em uma noite para nunca mais o sol nascer.
João.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Erros.

Por tanto tempo você andou procurando por ai,
aquilo que dizia ter perdido em mim.
Foram tantas estações passadas, presentes, infindas vontades.
O mesmo amigo de sempre aparece á sua porta,
o velho tédio toca o teu rosto e te impõe a derrota.
Tanta insatisfação, tanta imperfeição (...).
É uma condição.
Eu sei que esperei a tarde toda para ver o sol nascer.
Mas nuvens bailarinas fazem o céu escurecer.
E como aqueles velhos na praça, que observam o acontecer,
eu esperei você, mas ao anoitecer, fiquei feliz por não te ver.
As chamas consumiram os papéis com seu nome.
Poesia crua para quem morre de fome.
E você com sua arrogância em algum lençol,
já não carregas o calor do sol, e esse frio que sinto,
é de sua imaginação, é do seu vazio.
Do seu morrer aos poucos.
Feito anjo torto.
Morto sobre escombros.
No papel queimado, ainda pude ler,
Como não dizer do seu sorriso irônico,
Eu ainda pude ler a palavra: “sonhos”.
Por tanto tempo você andou procurando por ai,
aquilo que dizia ter perdido em mim.
E sempre irá encontrar, alguém p´ra se enganar,
E então verás que não era simples assim(...)
João.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
30 dias

Do que sou eu?
Que sofro por te amar demais.
Do que é feito esse amor?
Que á toda hora exige prova,
Que caminha sobre a dor.
E me apresenta “ator”, refém de situações.
A expressão pálida do rosto rosado.
Mostra que o prazer do corpo suado.
É a utopia do momento incontestável,
que livre do peso incomensurável,
pede para banhar-se (...).
O rosto sobre o peito.
Os poros trasbordando o cheiro.
De quem esteve feliz mas vive de contrastes.
Declaro homicidas os filhos do passado.
Hoje é tarde p´ra querer morrer.
João.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Um pouco mais do mesmo.

Enlouquecer, a vida me levou a enlouquecer,
Tudo solto no ar, e você(...)
A cada palavra você me faz enlouquecer
E não me importo mesmo, meu juízo está suspenso,
Já faz tanto tempo que quis viver
Para sempre do seu lado e enlouquecer.
Todo dia em cada amanhecer(...)
Enlouquecer é debochar do porvir
Estar com a morte ou o amor na sala e sorrir.
Luzes colorem seu rosto, ah eu não vou desistir.
E se um dia tudo acabar, vou começar a construir.
Sem medo, adoro um pouco mais do mesmo.
Sem medo, adoro um pouco mais do mesmo.
As palavras ao cair da noite.
Insalubres para o meu sono, alimentam meu sonho....
Tudo ou nada, agora ou nunca, beijos na nuca, você se vai e deixa o cheiro.
Beijos na boca , lembranças de um outro tempo(...)
Estar com a morte ou o amor na sala e sorrir.
Luzes colorem seu rosto, ah eu não vou desistir.
E se um dia tudo acabar, vou começar a construir.
Sem medo, adoro um pouco mais do mesmo.
Sem medo, adoro um pouco mais do mesmo.
As palavras ao cair da noite.
Insalubres para o meu sono, alimentam meu sonho....
Tudo ou nada, agora ou nunca, beijos na nuca, você se vai e deixa o cheiro.
Beijos na boca , lembranças de um outro tempo(...)
João.
O Tempo.

Era p´ra ser breve o que vivemos
Mas o meu peito não marca o tempo
É tanta distância, por um segundo.
E esse mundo me deixa surdo.
Mas o meu peito não marca o tempo
É tanta distância, por um segundo.
E esse mundo me deixa surdo.
E eu não quero mais ouvir
Tenho direito ao devir.
Quem de nós irá usufruir do direito e dom de existir?
Tenho direito ao devir.
Quem de nós irá usufruir do direito e dom de existir?
Era pra ser leve, mas já sabemos
Quanto peso carregou o nosso peito
E tudo agora é tão estranho
Estamos onde nunca imaginamos.
Quanto peso carregou o nosso peito
E tudo agora é tão estranho
Estamos onde nunca imaginamos.
E o que vier vai ser p´ra sempre
Não gosto de certezas mas a nossa agente sente.
Deixa ser, “só por hoje”, “pela última vez”.
Não gosto de certezas mas a nossa agente sente.
Deixa ser, “só por hoje”, “pela última vez”.
Querer com loucura toda nossa insensatez.
O pólen do trigo na viagem no trem
cobre teu rosto em pranto por estima que tem
Por você, pelo que é teu,
Olhe para lado, perceba que sou eu.
cobre teu rosto em pranto por estima que tem
Por você, pelo que é teu,
Olhe para lado, perceba que sou eu.
Era p´ra ser breve o que vivemos
Mas o meu peito não marca o tempo(...)
Mas o meu peito não marca o tempo(...)
João.
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