quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cidade velha.










Palavras flutuam sobre mim.
Homens mentem pelas ruas.


Mais uma semana,
com dias dia de chuva,
em minha cabeça,
uma dor me insulta,
as palavras ficam mudas.
Você saberia me calar?

Ah ! Eu sei,
é preciso se bastar.
Mas quero alguém p´ra conversar,
alguém que goste do silêncio,
e de ouvir a música do vento,
tentei mas não aceito,
ver o dia não acontecer.

Aí vem você ,
aparece sem avisar,
surgindo p´ra me lembrar,
me dizendo que é prazer,
amanhecer e entardecer.

As enzimas químicas,
que fazem minhas lágrimas,
não me provam nada,
mas um dia o dia acaba.

Não correrei mais riscos,
E meu coração de vidro,
não pode se quebrar.
Tudo o que eu sinto.
Tudo o que omito.
É pra preservar.
Lá vem vindo o tempo passar.

Ergue-se a minha frente um muro acinzentado.
Torturado pelos anos da cidade,
escondendo insanidades
do meu tempo passado.
Eu não quero expor assim quem eu sou,
não que esconda dor, mas deixe que eu viva,
livre e sem o horror de tudo isso.


João.

Um comentário:

Bianka disse...

(...)alguém que goste do silêncio,
e de ouvir a música do vento,(...)

Lá vem vindo o tempo passar...

- A leveza e o peso...